O yoga admite, enquanto filosofia indiana, à Purusha a potência a nível de macro cosmos e à Prakriti a potência a nível de micro cosmos. Na prática, segundo a visão não dual, tudo que é manifesto é consciência. Logo, Prakriti é a manifestação de Purusha e a consciência individual pode expandir à <consciência> cósmica.
Todo indivíduo, consciência, possuí um núcleo saudável capaz de se perceber e expandir, tal núcleo pode ser identificado como parte da psique humana. A parte mais atrelada à alma (atma), ao Self, a essência do Ser, sempre plena de si, tranquila e em estado de bem aventurança (ananda).
Tendo em vista que o indivíduo, em questão, é manifestação (Prakriti) da consciência cósmica (Purusha). E que, segundo o sutra I de Pratyabhijña Hrdayam, “A consciência, em sua liberdade, causa a realização do universo“; nenhuma opressão, repressão ou exigência padronizada favorece o acesso à essência, o desempenho da potência de cada um, a manifestação autêntica, a reconexão com Purusha.
A realização do yoga se trata da expansão da consciência e fica impossibilitada quando não há liberdade.
“Não somos todos livres enquanto não formos todos livres.”
É curioso que a liberdade é quase um pré requisito para a libertação (moksha) descrita no yoga, que se trata do estado ilimitado da consciência, que é universo, macro cosmo, Purusha.


