Raquel Peres

A sua forma de expressar

Cada pessoa é única e pode se identificar com diversas expressões do Yoga. Este é umconvite para você conhecer um pouco mais sobre algmas modalidades do Yoga que podem despertar em você aquilo que te faça bem.

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Yoga Somático

O Yoga Somático é uma abordagem suave e profunda que integra princípios do yoga tradicional com a consciência corporal e o movimento somático — ou seja, movimentos feitos com atenção plena às sensações internas do corpo, em vez de focar apenas no alinhamento externo ou na performance da postura.

Foco na escuta interna: Em vez de “forçar” o corpo a entrar numa forma, o Yoga Somático convida a explorar os movimentos de dentro pra fora, percebendo tensões, padrões habituais e abrindo espaço para novas possibilidades de movimento.

Movimentos pequenos e lentos: Muitas vezes, os movimentos são sutis, lentos e repetidos com consciência, o que ajuda a reeducar o sistema nervoso, aliviar dores crônicas e restaurar o equilíbrio postural e emocional.

Integração corpo-mente: Trabalha com a ideia de que corpo e mente são inseparáveis — então, ao soltar tensões físicas, também liberamos emoções e padrões mentais presos ali.

Vinyasa Yoga

É uma linhagem de Hatha Yoga moderna que surgiu no ocidente a partir das escolas provenientes do professor indiano Krishnamacharya. O estilo traz a conexão de movimento e respiração abordada no Ashtanga Yoga de Patabi Jois e no Viny Yoga de Desikachar, mas com referências ao alinhamento de B.K.S. Iyengar e a possibilidade de uso dos acessórios popularizados por ele (blocos, bolsters, mantas, faixas).

Vinyasa integra asana, pranyama e meditação numa metodologia flexível e criativa. Gosto de chamar minhas práticas e abordagem de Vinyasa Multidimensional, as práticas são, de maneira geral, fisicamente intensas, compostas por momentos mais fluidos e criativos, similares à saudação ao sol, com influências femininas de dança somática e liberação fáscial, e também por momentos com permanência nas posturas (asanas). Essas, quando mais desafiadoras, são ensinadas de forma gradual, em etapas (kramas) e as sequências devem ser orgânicas e possivelmente evolutivas. É comum a inclusão de recitação de mantras, gestos com as mãos (mudras), exercícios respiratórios para domínio do alento corporal (pranayama), além de temas filosóficos e psicosomáticos, que inspiram o praticante de yoga (sadhaka) contemporâneo.

A maioria dos asanas que são conhecidos hoje são praticados há menos de 1 século e, apesar de pouco tempo em relação aos primórdios do Yoga, é vasto o intervalo para as alterações já sofridas em termos de alinhamento, sequência de posturas, tempo de permanência, etc.

Segundo o Yoga Sutras de Patanjali, é: “Postura estável e confortável”. Segundo o Hatha Yoga Pradipika, “Em primeiro lugar, se expõem os asanas, pois eles constituem o primeiro passo do Hatha Yoga (…)se praticam para conquistar postura, saúde e exibilidade.

O alinhamento diz respeito ao corpo e não ao asana, portanto deve ser autêntico e variável. As posturas tem propósitos diversos, variam de purificação do corpo ao assento meditação. Os asanas mais desafiadores devem ser ensinados em kramas e variações podem ser ofertadas sempre. 

Domínio da energia ou alento do corpo, que é chamado de prana. Sendo que prana também é um nome atribuído ao corpo ou camada mais sutil que a parte física estrutural do Ser. 

Segundo o Yoga Sutras de Patanjali, é “o controle deliberado da respiração, substituindo padrões inconscientes. É possível somente após um domínio razoável dos asanas” e “envolve 3 movimentos: inspiração, exalação e retenção, seu controle é alcançado modulando a duração dos 3 e sustentando-a por um período de tempo, devem ser longos e uniformes.”

Segundo Desikachar, é “o controle consciente e deliberado da respiração, substituindo padrões inconscientes. É possível somente após um domínio razoável da prática de asana.” 

Na prática são exercícios respiratórios que alteram a forma e/ou frequência do praticante ventilar a fim de promover purificação, aquecimento, aquietamento, equilíbrio, entre outros  efeitos.

Mantra é uma palavra derivada de “man”, pensar/estar atento, e “tra”, que sugere uma função instrumental. Ou ainda, deriva de “manana” (pensamento) e “trana” (libertação). O mantra é um pensamento dotado de poder como um instrumento que proporciona à mente a consciência. Na prática, é uma expressão vocal ou som carregado de um poder sagrado psicoespiritual, que conduz a mente à salvação.

A palavra deriva de mud, que significa alegrar-se/gozar, porque os gestos dão prazer às divindades e causam dissolução (drava) da mente. Também traduzidos por selos, os mudras são meios de controle da energia do corpo.

As formas que principalmente as mãos e os braços adotam podem imitar rituais, deidades ou seus instrumentos, mas também estão intimamente relacionadas à correspondência dos 5 dedos da mão com os 5 elementos; fogo, ar, éter, terra e água, do primeiro ao quinto dedo das mãos, respectivamente.

Yoga Restaurativo

A prática restaurativa é introspectiva, transformadora, tranquila e terapêutica com efeitos, cientificamente comprovados, no sistema nervoso autônomo, na mente e no campo de sensação dos praticantes.

As posturas são firmes, estáveis e confortáveis onde o praticante se entrega ao profundo relaxamento, estado meditativo ou profundas experiências somáticas. Os acessórios de prática são amplamente utilizados com o objetivo de conferir suporte, conforto e calor, favorecendo a dessenssibilização do sistema simpático, a interiorização dos sentidos e a alteração no nível de consciência.

Aqui, literalmente, todos os corpos são bem vindos à prática, mas nem sempre todas as posturas serão confortavelmente realizadas por todas as pessoas. Para otimizar o conforto, além dos acessórios tradicionais de Yoga (cadeira, blocos, mantas, faixas, bolster) podemos utilizar vendas, pesos, etc.

Também chamados de “yoga props” são usados para dar suporte, estabilidade, resistência, sendo uma contribuição para alinhamento, conforto, criatividade e acessibilidade. Eles não são indispensáveis para a prática, mas são essenciais para algumas experiências. Alguns são mais utilizados que outros, dependendo das suas habilidades e possibilidades você pode precisar de algum específico.

Yoga sem Barreiras

Sou fundadora do projeto Yoga sem Barreiras e atuo como facilitadora de cursos, práticas e formações voltadas ao Yoga inclusivo, com foco em ásanas acessíveis e em uma abordagem sensível ao trauma. Acredito no poder transformador do Yoga quando ele é vivido como um espaço de acolhimento, escuta e respeito às individualidades.

Atualmente, sou referência em práticas de Yoga acessível, conduzidas de forma gentil e adaptada ao chão, na cadeira ou até na cama, alcançando pessoas com diferentes corpos, histórias e realidades. Minha atuação é voltada a ampliar o acesso ao Yoga para grupos historicamente marginalizados ou invisibilizados, sempre com olhar atento à dignidade, autonomia e inclusão.

É urgente e necessário repensar a forma como o Yoga é praticado e ensinado. Precisamos construir uma comunidade mais inclusiva, plural e comprometida com a equidade, onde todos os corpos possam se sentir pertencentes — não apesar de suas diferenças, mas a partir delas.

Yoga Gentil

Através de asanas, pranayama, meditação e relaxamento envolvemos todos os corpos em uma prática de Yoga com abordagem gentil, que poderá utilizar acessórios e a parede.

Yoga na Cadeira

Através de asanas, pranayama, meditação e relaxamento, todos feitos com cadeira ou na cadeira, envolvemos os interessados em praticar sentados ou apoiados. Indicada para cadeirantes ou não.

Yoga Deitado

A prática inclusiva admite a realização de posturas, respirações e até meditação no plano e local que o praticante se sentir mais confortável. Eventualmente na postura deitada ainda que durante asanas ativos, o que possibilita a realização de Yoga na cama, se necessário.